Dicas da Especialista
Açúcar X Adoçante
Com o padrão de beleza voltado para a magreza, os adoçantes entraram na vida das mulheres a partir da década de 60. A principal vantagem desses produtos em relação ao açúcar refinado é ser menos calórico. Mas nem mocinho, nem bandido: todos os tipos de adoçante devem ser consumidos moderadamente, pois, em altas concentrações, podem ser tóxicos ao organismo, de acordo com a nutricionista Sílvia Reis.
Outro ponto negativo do uso dessas substâncias, principalmente no caso da sacarina, é que elas costumam estimular o apetite, o que provoca o aumento da ingestão de alimentos e, conseqüentemente, o ganho de peso. Use o bom senso e pense em outras soluções, como diminuir ou retirar o açúcar refinado, acostumando-se com o sabor natural de sucos e chás.
Os principais adoçantes sintéticos comercializados são:
Sacarina – adoçante sem calorias, utilizado em mesa e em alimentos e bebidas industrializados. Possui uma doçura relativa 600 vezes maior que a da sacarose.
Acessulfame-K – também sem calorias, deixa um leve sabor residual. Possui uma doçura relativa 200 vezes maior que a da sacarose. Utilizado em gomas de mascar, bebidas, café, chás instantâneos, gelatinas e pudins.
Sucralose – feita a partir da sacarose, possui doçura relativa 600 vezes maior que a da sacarose. Foi recentemente aprovada para uso doméstico e industrial.
Aspartame – é um composto com sabor semelhante ao do açúcar de sacarose. Possui doçura relativa 200 vezes maior que a da sacarose. Um grama de aspartame contém 4 calorias. É o mais popular dos adoçantes, mas não deve ser ingerido por pessoas acometidas de uma patologia chamada fenilcetonúria.
Há ainda uma opção de adoçante mais natural: a stévia. É um açúcar tirado de um arbusto, com poder de adoçar até 15 vezes mais. O problema é seu resíduo com gosto amargo forte, que nem sempre agrada a todos.
Dicas da nutricionista Silvia Helena Marangoni dos Reis, do CRN-3